Não há dúvida sobre o impacto que as redes sociais causam na rotina das pessoas. Entre trocar mensagens instantâneas com um parente distante ou checar as fotos da viagem dos amigos, o brasileiro fica online mais de 9 horas por dia, sendo que, desse tempo, pelo menos 3 horas são destinadas a sites como Facebook, Instagram e Youtube.

As empresas têm sentido alguns impactos negativos a respeito da combinação de redes sociais e trabalho, uma vez que a produtividade tende a diminuir com os seus funcionários se distraindo cada vez que recebem alguma mensagem.

No post de hoje, vamos falar sobre quais são as regras para a utilização dessas ferramentas no local de trabalho e o que pode ser feito quando elas atingem negativamente o resultado da empresa. Confira!

As redes sociais atrapalham a produtividade no trabalho?

Você já deve ter ouvido o seguinte ditado popular: “a diferença entre o remédio e o veneno é a quantidade”. O mesmo se aplica quando falamos de redes sociais e trabalho.

Plataformas como Facebook, Instagram, Youtube, Twitter, entre outros, podem ser benéficas para o desenvolvimento da empresa, caso elas sejam utilizadas da maneira correta. Se o intuito é ampliar o alcance do produto ou serviço vendido, por exemplo, as redes sociais são uma ótima alternativa para a criação de uma campanha de marketing digital.

No entanto, o problema começa quando a utilização é apenas para fins pessoais. Se o funcionário ficar checando o tempo todo as últimas novidades de seus amigos, família ou vendo banalidades, isso certamente prejudicará a produtividade da empresa. 

Especialistas afirmam que, a cada distração, o cérebro precisa de cerca de 23 minutos para focar novamente na atividade que estava sendo desenvolvida anteriormente. Ou seja, se o colaborador parar cerca de 3,4 vezes durante o expediente para verificar suas redes, ele terá desperdiçado em torno de 1 hora e meia.

Se esse for um comportamento constante, com certeza os resultados da empresa são afetados negativamente.

Como as empresas devem lidar com as redes sociais e trabalho?

A forma de lidar com o uso das redes sociais no trabalho é, com certeza, um dos grandes desafios para os gestores de recursos humanos. A internet, o smartphone, o acesso fácil e rápido a todos os tipos de informação, são uma realidade na vida atual que não pode ser ignorada e, portanto, as corporações devem evitar a sua proibição.

É preciso educar os empregados para que eles façam uso consciente de suas redes sociais no local de trabalho. Para isso, a empresa não deve apenas ter regras definidas sobre o uso de tais ferramentas. É preciso investir na divulgação massiva de tais normas, principalmente, no que tange sobre punições.

Essa é a melhor maneira de garantir que os seus colaboradores saibam utilizar com responsabilidade as suas redes sociais.

O funcionário pode ser demitido por justa causa devido ao uso indisciplinado das redes sociais?

O uso das redes sociais, de maneira isolada, não é um motivo para a demissão por justa causa. No entanto, ao analisarmos o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), encontramos três justificativas que podem ser aplicáveis dependendo da gravidade do problema.

  • A primeira delas é a desídia, ou seja, quando o funcionário passa a desempenhar suas tarefas de maneira desleixada, sem a devida atenção, cometendo erros constantes e atrapalhando não apenas a sua, mas também a produtividade dos colegas.
  • O uso das redes sociais no trabalho também pode ser caracterizado como um ato de indisciplina, ou seja, quando o empregado desrespeita o regulamento interno da empresa mantendo uma conduta que é expressamente proibida, por exemplo.
  • A terceira situação, que tem se tornado cada vez mais comum, diz respeito a ofender a honra do empregador fazendo comentários ou posts que possam manchar a boa reputação da empresa.

Vale ressaltar que, antes de demitir um empregado por justa causa, é sempre prudente ter orientação jurídica especializada. Até porque, na maioria das vezes, será necessário observar a gradação da penalidade, com aplicação de advertências por escrito e suspensões, antes da demissão por justa causa.

Tal cuidado é essencial para evitar problemas em uma possível reclamação trabalhista.

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